sexta-feira, 25 de março de 2016

Reinvenção...


Ao meu lado, um computador. Há momentos em que apetece a escrita na pedra, de novo. Porque é para isso que o Homem caminha cada vez mais. A bestialidade transformada em sorrisos que surgem, de forma cínica, hipócrita, em câmaras de televisão, na rua, nos locais públicos.
Neste mesmo computador, peça de alta tecnologia, ficção cientifica, diriam os mais Antigos, sinto a música tocada pelos dedos mágicos, quase divinos, de Nils. Vou com ele. Deixo-me embarcar e embalar, de forma simples. Outros mundos. Nunca sentiram que conseguiriam ir em cima de um tapete mágica a navegar ao sabor do vento? Outras visões. Como é possível criar esta música? Aquece-me um cachecol, tranquiliza-me a paz que aqui vivo, agora. O descanso. Olho a janela. O sol parece compreender toda esta magia. O seu conforto não lhe permite o ínfimo gesto. Sente o coração quente. Deixa-se abraçar, de vez em quando por esta ou aquela nuvem que, de forma traquina, o tenta esconder. Na minha secretária, um guião a ser reinventado. E imagino-vos. Vou supondo os vossos gestos, os vossos sorrisos, procuro perceber o vosso Futuro. Têm sido tanto num mundo que pouco vos têm dado. Cada um de nós, os adultos, procura soluções, saber-vos bem, bem-aventurados, tranquilos. Sentir o sol que agora (parece estar tão perto, sabem?) ilumina esta tarde que, aos poucos, se vai acinzentando. Sabe a ananás fresco no verão cada uma destas tardes. Ou ao leve crepitar da madeira. Gosto do cheiro dos pinheiros e não me canso de brincar com as pinhas. E no papel, cada um de vós, em forma de um pequeno círculo de papel, com uma inscrição colorida. Porque é assim que são. Coloridos. Têm trazido cor a este Espaço onde vos observam, vos ouvem os Outros. E é neste Contagio transformado em Arte que vamos vivendo da melhor forma. Aqui.
 
Fiquem hYbris.
Obrigado por tanto.
 
 











 

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