domingo, 27 de março de 2016

hYbris pelos lados de Viseu...

O Sol ainda gira em torno de uma Terra estática

e são os Homens das Artes que fazem o Mundo tremer.

O Teatro é arte.

Viajar é arte.

Viver também pode ser arte
se o fizermos de forma artística.

Acordamos e abrimos as cortinas
do palco,
vestimos as roupas
dos nossos personagens,
contracenamos,
e viajamos para lugares outros
onde somos efetivamente Outros.

Onde as estrelas vivem em gaiolas invertidas,
e o escuro é sinónimo de luz e de mãos entrelaçadas.

Onde as crianças aproveitam
a escuridão-luz de um tal Cinema Misterioso para
fazer contas com os dedos e acabam a
sonhar.

Os Pensamentos têm uma voz própria
e as casas também.

“As casas nascem, vivem e morrem.”
E nasce um beijo com sabor a mar
que faz a Terra-estátua girar.

O Universo enche-se de estrelas pirilampas
possíveis de serem apanhadas e
guardadas no bolso
para nos lembrarem de que,
afinal,
há sempre Luz.

E mesmo no escuro,
nós viajamos
e vivemos
e somos arte. 
Ana Rita Rebelo (Texto e fotografia)

 
 
(Para ler mais textos de Ana Rita Rebelo, ver aqui)

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