segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Bruuuuuuuuceeeee-hYbris


Há uma simplicidade imensa neste homem, uma humildade com sabor a passado. Está sentado ao lado de grandes homens, mulheres que fecham os olhos e mergulham numa voz quente, ali, no palco. Sabe a lareira crepitante em dia gelado esta voz. Sabe a camisolas de golas altas, cálidas, como se a alma ficasse subitamente aninhada, protegida. Cantam para o homem que se encontra no lado oposto. Cumprimentam-no como se de um deus se falasse, c...omo se um deus se homenageasse. Mas não é nenhum deus. É apenas um homem que canta, é apenas um homem que dá voz às vozes que emudeceram porque a vida assim lhos exigiu. Há um quase não acreditar. E é quente a voz de Sting, é gigantesca a voz de Bruce Springsteen. É, estranhamente, ou talvez não, triste o seu olhar. Há um sorriso tímido. Chora a mãe atrás, olham-nos atores que desapareceram. No fim, o grito…. Bruuuuuuuuuuuuuuuuuuuucce. Bruuuuuuuuuuuuuuuuuuuucce. Acena-lhes de forma simples. Jon Stewart dissera, no início: “Bruce não canta, testemunha”. Tratam-no por “The Boss”. Porque é isso que ele é. The Boss. Grande. Enorme. Maior do que o que está ao seu lado. Muito maior. É de simpliciade e humildade que se fazem as grandes pessoas. 
 
É esta gola alta, esta lareira que se sente quando se está aqui, numa Sala que começa com a letra R.
 
 
hYbris
 
 

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