terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Boas Entradas...



... Sucessos...
... Saúde...
... Projetos de Vida e na Vida...
... Amizades...
... Compreensão...
 
... e muito Teatro.
 
 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ho-ho-ho-hYbris...

Obrigado, Adóstia. Obrigado, Filipa e Rita. Obrigado B.. Obrigado, Daniela, Diana (desculpa a troca do apelido) e Diogo. Obrigado, Fábio. Obrigado, Luana (desculpa o esquecimento inicial do cartaz). Obrigado, Marta. Obrigado, Wilidgelma.
 
 
 
Umas Fantásticas Festas a todos!
 
Sucesso.
Saúde.
Cumplicidades.
E muitos Projetos.
 
 
Sorrisos.
 
 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

... sobre as "italianas"...

Sabemos o que nos espera. As cadeiras vazias, um nervosismo que nos vai habitando. A conversa no palco. No centro, as pedras. Não simples pedras. Mas as da magia. Noa camarins estarão os adereços, expectantes, em sussurros de desejo. Serão Outros. Testemunharão os corpos que vão rindo, chorando, fingindo. Bolsões vazios. Pecados. Bonecas atrevidas. Pecados. Animais-vassoura. Pecados. Cordas ao pescoço. Pecados. Feitos, processos. Pecados e pecados. Formas de sapatos. Pecados. Uma cadeira, um manto, um pajem. Pecados, pecados e pecados. A loucura-salvação. Uma moça, um broquel, uma espada. Tantos pecados. Pecados. Espadas medievais. De novo a salvação. As palmas ficarão para outro dia. Afinal, são importantes. Mas não tanto. Porque voltámos a sentir mais um desafio. Conseguimos ultrapassá-lo. Não foi fácil. Todos crescemos um pouco. Procuraremos aprender com os erros. É esse, também, o objetivo de tudo isto. Aprender com os erros. Repensar. Atuar. (De novo). Repensar. Atuar. E um dia, quando formos Outros-Outros, estas imagens sorrir-nos-ão.
 
E a "italiana"? É sempre importante. À volta de uma mesa. Num círculo. Num palco sem palco. Mas a "italiana"... Não se preocupem. Nem é importante. Muita merda, hYbris. Somos Desafio!
 
 








 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

... em processo...




Foi há muito. A Distância era o seu Caminho. E neste percurso se iam encontrando entre o Céu e o Inferno. Procuravam o Cálice Sagrado, lutavam por um Ideal onde pudessem dar repouso à Alma. Eram Cavaleiros de cruzes ao peito, feitas do sangue que lhes saía do corpo. Tornaram-no único. Como eles próprios. E aos poucos foram desaparecendo. Mas ficaram as memórias, afinal, aquilo que nos mantém humanos, errantes, navegadores. E só eles protegeram quem não podia ser responsabilizado pelos erros cometidos. E na Luz foram acolhidos.
 
 
É o que fazemos. Honrá-los. Entre o Paraíso que uns trazem todos os dias, entre o Inferno em que outros inconscientemente mergulham. Chegaremos ao Destino que desejamos. Mostraremos, com o pouco que temos, do que somos feitos. Que continuamos a aceitar o Desafio e não os abandonamos. Seremos melhores assim. Queremos que todos o sejam também.
 
 
E assim caminhamos. Entre o Céu e o Inferno de todos os dias.

 

domingo, 9 de novembro de 2014

Processos de mais um projeto...




A casa continuará a ter um jardim enorme. A ser de um grande escritor. Há um canto muito especial, uma secretária antiga onde ele escrevia. Subíamos uns degraus e estávamos na sala. Era ali que ensaiávamos, de vez em quando. Juntávamos-nos num círculo, dizíamos os textos, íamos tentando vencer os obstáculos que ele nos ia colocando à frente. Uns conseguiam-nos vencer a medo, outros, pela experiência que já tinham tornavam tudo aquilo tão simples. Como se o fosse, realmente. E acabava por ser. Mas saía sempre com a sensação que não tinha sido possível tomar o café com esta ou aquela personagem, um Outro que nos habitava, que brincava connosco às escondidas, que nos sussurrava constantemente um vem-descobre-me-preciso-novamente-do-teu-corpo. E lá ia tentando ouvi-Lo. Chegava a escrever-lhe. Já há muito que o não faço. Será este o caminho natural?

Um dia, chegámos à sala. O NV estava sentado nos degraus de pedra. Esperava-nos com um palco pequeno desenhado numa folha. Em cima da folha, botões diversos. Sabíamos o texto. As marcações. E foi ali, naquela noite fria, sobre o testemunho mudo do escritor, sobre aquela folha, que fizemos o ensaio. Afinal, os botões falavam, andavam. Os botões tinham botões. Pensáramos, inicialmente, que eram botões. Apenas botões. Mas eles eram especiais. Havia um pormenor, um toque, uma cor. Pirandello sorriu naquela noite. Sei que depois de termos ido embora, o NV e Pirandello ter-se-ão sentado à volta da lareira a falar de Teatro, da Vida, de como nos portamos nos vários palcos em que nos vamos inserindo. A sorrir. A chorar. A desejarmos a ausência do abandono ou o toque quente de mãos que nos guiam em noites de mares revoltosos. Sei que terão saído até à Ribeira, talvez beber o chocolate quente que tanto me aqueceu a Alma noutros tempos. Descobrira, mais do que nunca, quem era, quem fora o dramaturgo de nome Gil Vicente. Também ele nos observava sempre, também ele sorriu a ver a Vida daqueles botões.

Foi assim que descobri que as tampas têm Alma.
 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

... sobre o novo projeto...



Lá ao fundo, muito ao fundo
 
estão a ver, estão?
 
existe uma porta. Igual a tantas outras. Vidro, uma moldura em chapa, cinzenta. Ao lado desta porta, que é igual a tantas outras, há uma letra. É grande. Uma das que fica no final do abecedário. Não é por isso que é menos importante, claro que não. Dá felicidade a muita gente. É ali que nos alimentamos. Por isso, o seu significado ser tão cada vez mais importante. Por causa dos tempos que correm, como se costuma dizer. E por ser ali que nos alimentamos, é também ali que enchemos a Alma. O alimento é um pouco diferente. Mas não deixa de ser tão importante, afinal, como o outro. E esta letra dá lugar a outras duas. 
 
À letra "S". À letra "T".
 
Gosto de lhe chamar
 
"Sala
de
Teatro"
 
Há um palco, ali mandado construir por quem partilhou esta paixão, de alguém que acabara de chegar e, no fim, dali quis partir. Falou mais alto a Máscara. De vez em quando triste. Outras vezes, sorridente. Outros vieram. Uma estrutura em ferro, colocada no teto, levou a que as Máscaras se tornassem, ora mais sombrias, ora mais alegres, mais tristes. No fundo, mais humanas. E foi sob o olhar frustrado de Deuses que nos tornámos verdadeiramentehumanos. Que o somos cada vez mais, sempre que pisamos o chão-alma, semana a semana. Olham-nos os dramaturgos que tornaram tudo isto possível. Shakespeare, Vicente. E tantos tantos outros. Olhamos os relógios. Caminhamos, entre sorrisos, abraços, preocupações-testes-trabalhos. As colunas, brancas, que nos recordam algo tirado de um livro em grego, vão passando pelos nossos olhos. Subimos os degraus. Abre-se a porta. Que afinal já não tem só a letra "R" mas também a "S" e a "T". Invade-nos o Sagrado. Sabemos o que nos espera. As dificuldades. Ficarão as Memórias. Saberemos todos, um dia, que foi aqui que tornámos mais felizes os Deuses. Sim. Diremos "Esta foi a minha escola, ali era o sítio que tinha a letra "R"". E diremos o seu significado. Falaremos de quem somos, de quem fomos. Roupas góticas. Pescadores. Reis e filhas incompreendidas. Pássaros de Almas várias... Com uma alegria melancólica. Como tantas na Vida. Queremos os abraços quentes, os sorrisos. As dificuldades de construir personagens. Afinal, talvez seja o contrário. Não serão elas a construírem-nos?
 
A Nós?... A Nós?
 
Subitamente, os números tornam-se pontes. Respirem. Devagar. Sempre. Olhem para o que vos rodeia e percebam que tudo isso vos quer dizer alguma coisa. Em segredo. Em pequenos sussurros. Só cada um de nós saberá, de certeza, o que nos foi dito e como o guardaremos. Passeamos pelo espaço-alma à procura de um ritmo interior que já tanto nos ditou o coração. Tornamo-nos, no fundo, o coração de cada um que olhamos, o outro lado do Espelho...
  
(Obrigado!)
 
 
Descobrimos caminhares, apercebemo-nos da voracidade do Tempo. E escondido, lá bem num cantinho, testemunha quase arrogante, gritam as provas que é preciso fazer. Está na hora. É preciso vestirmos outra personagem, agora, antes de ir dormir.
 
Arrumam-se os materiais, os casacos em cima das mesas, nas cadeiras. Pega-se nas mochilas, à pressa, atendem-se telemóveis por causa das boleias. Esperam-nos Outros. Fica, como ave subtil em choro quase silencioso, a vontade de voltar. Dar as mãos a mais um Desafio. Como só nós sabemos.
 
Apetece dizer, enquanto desço as escadas, já numa obscuridade tranquila, que vale a pena tanto isto.
 
E vale.
 
 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

... sobre o novo projeto...





Começámos. Sentámo-nos à volta de uma mesa. Tínhamos os guiões. E por entre risos e pequenas conversas, começámos a “partir pedra”. Houve quem as tivesse trazido. Serão os nossos amuletos para este novo projeto. Obrigado. Obrigado. Foi tão importante e bonito o gesto. Ficou uma primeira leitura. Afinal, todos os caminhos difíceis começam da mesma forma: com um passo. Foi o que fizemos. Sabemos o que nos apaixona. Sabemos o que queremos fazer. Miguel Torga escrevia, num poema, que o mais importante não é o cais onde se aporta, é o mar que se percorre. E nós iremos navegá-lo, estejam as águas calmas ou revoltas. E teremos um paraíso ou um inferno como destino, arrais que nos aguardam.


Joaquim Paulo Nogueira, jornalista, entrevistou Luís Miguel Cintra. Uma das perguntas era sobre esse mundo extraordinário, o teatro, em que pessoas, diante de outras, fazem de conta que são outras pessoas. Luís Miguel Cintra respondeu assim:


“- É uma necessidade de as pessoas se juntarem. De pessoas vivas. É por isso que quanto mais se afasta o espectador da noção de que são pessoas de carne e osso que estão ali à frente, mais acho que se está a negar a essência do teatro.” (…) “- São pessoas vivas que estão a construir uma espécie de objeto enigmático. E a sensação, a emoção que esse objeto provoca é o motivo por que elas se reúnem. No teatro gosto de estar na primeira fila, gosto é de ver as pessoas vivas ali em frente. O teatro é um fenómeno humano.”


Fica o convite. Sintamo-nos vivos, então.
 

terça-feira, 1 de julho de 2014

... sobre as personagens...

"Somente quero demonstrar-lhe que nascemos para a vida de muitas maneiras e de muitas formas: como árvore ou pedra, como água, borboleta... ou como humano. Ou ainda até como personagem!"
 
[...] "O autor, uma vez nos tendo criado vivas (as personagens), não mais desejou, ou pôde, colocar-nos materialmente no mundo da arte. E isso foi um verdadeiro crime, pois aquele que tem a sorte de nascer personagem viva pode troçar até da morte. Nunca morrerá. O homem, o escritor, simples instrumento da criação pode morrer. A sua criatura jamais! E para viver eternamente não tem necessidade de dons extraordinários, nem de fazer prodígios. Quem foi Sancho Pança? Quem foi Don Abbondio? E porém são eternos, porque sendo gérmenes vivos, tiveram a fortuna de encontrar uma matriz fecunda, uma imaginação que soube erguê-los, amamentá-los, fazê-los viver para a eternidade!"

(in Seis Personagens À Procura de Um Autor, Luigi Pirandello)
 
 
 
 
 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Que nunca caiam as Pontes entre Nós...

Obrigado, Diogo e B. Obrigado Daniela e Bia. Obrigado, Marta, Pedro. Obrigado, Filipa e Rita. Fábio, obrigado!! Obrigado. Obrigado, Inês e Inês, Adóstia e Diana e Pedro.
 
Por sermos Desafio, somos hYbris!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

"Pontes Entre Nós" - de mãos dadas...


Falámos sobre a Vida. Sobre as escolhas que fazemos. O que deixamos em detrimento de tantas e tantas outras. Disse-vos que, no fundo, não deverão dar tanta importância, assim, a uma apresentação, por muito importante que seja, porque o que interessa é o que se retém do Processo. Transformar a Vida na Apresentação é viver um fogo-de-artifício fátuo, ainda que ele possa ser esmagador e belo. É preciso reter o Crescimento. É preciso recordar aquilo que o Teatro pode trazer a cada um de nós para o utilizarmos como instrumento. E percebemos que, hoje em particular, tínhamos elementos a tomarem decisões muito importantes. Não pude deixar de ficar com os olhos estranhamente brilhantes. Porque senti que estavam a deixar outras Vidas em nome do Teatro. Amo-o, como sabem. Quero que o recordem. Quero que saibam o significado do desafio. Nem sempre os Deuses estão connosco, como sabem. Costumam enviar-nos estranhos recados que nem sempre compreendemos. Mas são indícios de algo divino. No fundo, o Homem sempre o quis ser. E sempre combateu as entidades divinas para o ser. O teatro tem-no refletido tanto. Acho que é isso em que nos transformamos no Palco. Em Deuses. Porque fazemos Magia como ninguém. Porque nos transformamos. Porque emprestamos o nosso corpo a personagens que nos gritam no fundo de uma folha de papel.

Deixem-nos sair, dizem eles, deixem-nos sair.

E eles, em nós, saem. E choram. E gritam. E arrependem-se. E perdoam. E afastam os que mais amam. Quantas vezes afastamos aqueles que nos são mais especiais? Quantas? 

Amanhã será mais um dia especial. Vamos voltar a ter a casa cheia. Haverá os que se vão sentar e que não perceberão nada disto pela banalidade de vida em que vivem. Não deixa de ser uma forma. Outros teremos que nos verão com gosto, desejosos de fazer o que fazemos tão bem. Porque o fazemos, acreditem. E no dia seguinte, sentiremos um vazio. Pelo fim das aulas, pelo fim… ponto de interrogação… deste projeto. Talvez voltemos a ele. Ou não. E como tudo na Vida, também estas personagens clamarão pelo luto. É preciso que elas partam. Outros dar-lhe-ão corpo noutro Tempo e noutro Espaço. Elas merecem. E nós, que queremos mais, já estaremos a conversar, numa qualquer esplanada-palco, com outras personagens, a pedir-lhes que nos digam quem são. E elas, com um sorriso matreiro, apenas nos dirão: descubram-nos, então.

Descubram-nos, então. E nós, que somos hYbris, assim o faremos!
 

Paulo Martins
 
 




 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Projeto "Pontes Entre Nós"

Chegar a casa. O Cansaço-Feliz. Recordar a Magia feita no palco, com alunos primeiro, familiares depois . Ficam os Sorrisos. A cumplicidade. A música. Estaremos de férias daqui a uns dias. Antes teremos os Exames, as reuniões. Hoje, em dia de estreia, um dia em que nos invadiu a Plenitude, foi assim. Para a semana há mais. Que bom.